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SOLD OUT: Lotando o Rivage em Blumenau com line up monstruoso, "Mundo M Festival" entrega uma das maiores noites da região

  • Foto do escritor: Mega Funk News
    Mega Funk News
  • 8 de mai.
  • 3 min de leitura

O cenário do mandela em Santa Catarina volta a concentrar os olhares nesta quinta e sexta-feira com mais uma edição do Mundo M Festival, que acontece nos dias 8 e 9 de maio no Vila Germânica reunindo alguns dos nomes mais conhecidos da cena atual do mega funk e do mandela. O evento chega em clima de comemoração de um ano de trajetória e aposta em uma programação extensa voltada ao público que acompanha o crescimento do gênero principalmente no Sul do país.


Entre as atrações confirmadas estão DJ Arana, MU540, Molck, Katrip, Leozin do SF, Caiobá, Grecco, Martinelli, TF, Delazari, Brum, Day do Carmo, Guxtha, TL e N7. O line-up mistura artistas já consolidados dentro do circuito com DJs que vêm conquistando espaço nas últimas temporadas, mostrando como o mandela passou a ocupar uma fatia importante da cena noturna brasileira.



A realização do festival na Vila Germânica chama atenção justamente pelo contraste entre a tradição cultural de Blumenau e a nova geração de eventos voltados ao funk e à música eletrônica periférica. Conhecido nacionalmente por sediar festas tradicionais e eventos de grande porte, o espaço passou nos últimos anos a receber públicos diferentes, estilos variados e movimentos culturais que antes dificilmente ocupariam estruturas desse tamanho. O mandela, que nasceu de forma muito mais alternativa e marginalizada dentro da música urbana, hoje consegue reunir milhares de pessoas em produções maiores, com estrutura profissional e forte presença nas redes sociais.


O crescimento do Mundo M também acompanha uma transformação que vem acontecendo dentro do próprio mega funk. O gênero deixou de depender apenas de viralizações curtas na internet e passou a construir circuitos próprios de festas, festivais e artistas que movimentam multidões em diferentes estados. Santa Catarina virou uma das regiões onde esse movimento mais cresceu recentemente, principalmente em cidades como Blumenau, Balneário Camboriú, Itajaí, Joinville e Florianópolis, onde eventos voltados ao mandela passaram a ocupar casas noturnas, arenas e festivais de médio e grande porte.



Mesmo com toda a expansão, o gênero ainda divide opiniões. Enquanto uma parte do público vê o mandela como uma evolução natural do funk e da cultura das pistas, outra critica a repetição de fórmulas e o excesso de músicas produzidas pensando apenas em viralização. Ainda assim, é impossível ignorar o impacto que o estilo passou a ter dentro da música urbana brasileira. A estética acelerada, os graves fortes, as montagens agressivas e a energia das pistas transformaram o mandela em um fenômeno que conversa diretamente com a nova geração.


Outro ponto que chama atenção no crescimento desses festivais é a força das redes sociais na construção do público. Grande parte dos artistas presentes no evento conquistou relevância através de cortes de shows, prévias, trends, vídeos de pista e divulgação orgânica na internet. Hoje, muitas músicas explodem primeiro no TikTok, Instagram ou em vídeos de bailes para depois chegarem às plataformas de streaming. Isso acabou criando uma dinâmica completamente diferente da música tradicional, onde a velocidade do consumo e o impacto visual muitas vezes são tão importantes quanto a própria faixa.


A edição deste ano também reforça o quanto os festivais de mandela deixaram de ser encontros pequenos para se tornarem eventos capazes de atrair caravanas, movimentar turismo regional e reunir públicos de diferentes cidades. A expectativa é de grande movimentação nos dois dias de evento, principalmente pela quantidade de artistas envolvidos e pela força que o mega funk vem conquistando na região Sul.


Com festas programadas para começar às 22h e seguir até a madrugada, o Mundo M tenta consolidar seu espaço dentro do calendário de eventos do Sul do Brasil apostando justamente na força do mandela, no crescimento do mega funk e na conexão direta com um público jovem que hoje consome música de forma completamente diferente das gerações anteriores.


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