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INSÔNIA: Hábitos que estão destruindo seu sono e como mudar de vez com as orientações da Dra. Janaina Calligaris

  • Foto do escritor: Mega Funk News
    Mega Funk News
  • 23 de mar.
  • 3 min de leitura

A insônia tem se tornado um dos problemas mais silenciosos e ao mesmo tempo mais devastadores da rotina moderna, afetando desde trabalhadores comuns até artistas que vivem da noite. No universo do mega funk, onde a madrugada é praticamente o horário oficial de trabalho, esse quadro se intensifica ainda mais. A frase “Insônia: hábitos que estão destruindo seu sono e como mudar de vez com as orientações da Dra. Janaina Calligaris” não poderia ser mais atual, principalmente quando olhamos para a realidade de DJs e produtores que vivem em constante inversão de rotina, pressão por resultados e exposição contínua.


A vida noturna, tão celebrada nos palcos e nas redes sociais, cobra um preço alto nos bastidores. Artistas do mega funk frequentemente enfrentam agendas intensas, com apresentações que começam tarde da noite e se estendem até o amanhecer, além de viagens constantes, alimentação desregulada e uso excessivo de telas e estímulos antes de tentar dormir. Essa combinação cria um cenário perfeito para o desenvolvimento da insônia, que não é apenas “não conseguir dormir”, mas sim um distúrbio complexo que impacta diretamente o desempenho físico, mental e emocional.


Nesse cenário, é comum que muitos profissionais do meio artístico relatem dificuldade para “desligar” após um show. A adrenalina continua alta por horas, o cérebro permanece em estado de alerta e o corpo simplesmente não acompanha o momento de descanso necessário. A longo prazo, isso pode gerar irritabilidade, queda de desempenho, problemas de memória e até impactos na saúde mental, como ansiedade e estresse crônico.


De acordo com a Dra. Janaina Calligaris, um dos principais fatores que alimentam a insônia é justamente a quebra do ritmo natural do corpo, conhecido como ciclo circadiano. Quando o organismo passa a dormir de dia e se manter ativo à noite, como acontece com grande parte dos artistas, o cérebro entra em um estado de confusão biológica. A produção de melatonina, hormônio responsável pelo sono, fica desregulada, e isso torna cada vez mais difícil alcançar um descanso profundo e reparador.


Outro ponto crítico é o uso excessivo de celulares e redes sociais antes de dormir. A luz azul emitida pelas telas inibe a produção de melatonina e engana o cérebro, fazendo-o acreditar que ainda é dia. Para artistas, que dependem diretamente da presença digital para engajamento e divulgação, esse hábito acaba se tornando quase automático, mas extremamente prejudicial quando não há controle.


A alimentação também entra como um fator determinante. Refeições pesadas durante a madrugada, consumo frequente de bebidas estimulantes como energético e café, além da ingestão irregular de alimentos ao longo do dia, contribuem para um organismo desregulado. O corpo, que deveria estar se preparando para descansar, permanece em estado de digestão ativa e alerta constante.


A Dra. Janaina Calligaris destaca que pequenas mudanças já podem gerar impactos significativos. Criar uma rotina mínima de sono, mesmo que em horários alternativos, é essencial. Tentar dormir e acordar sempre nos mesmos períodos ajuda o corpo a se adaptar, mesmo que não seja o padrão tradicional. Além disso, reduzir o uso de telas pelo menos 30 a 60 minutos antes de dormir, manter o ambiente escuro e silencioso e evitar estimulantes nas horas que antecedem o descanso são atitudes simples, mas poderosas.


Outro ponto importante é respeitar sinais do corpo. Muitos artistas ignoram o cansaço extremo por conta de compromissos ou pela pressão de manter produtividade constante, mas isso só agrava o problema. O descanso não é luxo, é necessidade fisiológica. Sem ele, a criatividade — que é base do mega funk — começa a falhar.


Em um cenário onde a performance, a energia e a presença são essenciais, cuidar do sono passa a ser um diferencial competitivo. Não se trata apenas de dormir melhor, mas de viver melhor, produzir mais e manter uma carreira sustentável a longo prazo. A insônia pode até parecer parte do “pacote” da vida noturna, mas não precisa ser uma sentença permanente. Com informação, consciência e mudanças de hábito, é possível recuperar o equilíbrio e transformar completamente a relação com o próprio descanso.



 
 
 

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