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LANÇAMENTO: Petroski mistura disco music e baile funk em “Mega Anos 80”, collab com DJ TOPO e MC Morena pela Sony Music

  • Foto do escritor: Mega Funk News
    Mega Funk News
  • 23 de mar.
  • 3 min de leitura

O lançamento de “Mega Anos 80” chega como mais um movimento dentro da cena atual do funk brasileiro, desta vez conectando diferentes referências de pista em uma mesma proposta sonora. A faixa, assinada por DJ TOPO e Petroski, foi lançada pela Sony Music e já entra no radar justamente por explorar uma combinação que vem ganhando força: o encontro entre o mega funk do Sul e elementos mais amplos da música eletrônica.


“Estamos muito felizes. Fazer um som com o DJ TOPO, que está entre os maiores produtores de funk do Brasil, e ainda produzir um mega funk, que é o nosso som aqui do Sul, é muito especial. Sabemos da força dele e acreditamos que a faixa tem grande potencial para virar mais um viral”, afirma o artista, destacando a expectativa em torno do alcance do lançamento.


Natural de Lages, Petroski — nome artístico de Gustavo Petroski Dalmora — vem se consolidando como um dos nomes em ascensão dentro da nova geração do mega funk brasileiro. Seu trabalho gira em torno da construção de uma identidade híbrida, onde o funk serve como base para dialogar com diferentes vertentes da música eletrônica, especialmente dentro do ambiente de pista.


Essa característica aparece de forma clara tanto em suas produções quanto nos sets, que transitam entre mega funk, house e releituras de clássicos eletrônicos. O resultado é uma dinâmica que não se limita a um único público, permitindo que o artista circule com naturalidade entre bailes, clubs e festivais.


Antes de se dedicar integralmente à música, Petroski conciliava a carreira de DJ com a engenharia civil, até que o crescimento do projeto, impulsionado pelo alcance nas plataformas digitais e pela resposta do público, tornou a transição inevitável. Desde então, o artista passou a acumular apresentações em diferentes regiões do país, além de consolidar números expressivos em streaming.


Dentro da construção de “Mega Anos 80”, a participação de DJ TOPO adiciona uma camada de experiência ligada ao mercado mais amplo. O produtor já esteve envolvido em trabalhos com nomes como MC Livinho e Seu Jorge, explorando sonoridades que transitam entre o funk e formatos mais comerciais, o que contribui para ampliar o alcance potencial da faixa.


Outro ponto que chama atenção é a presença de MC Morena. A voz aparece de forma direta, sem grandes variações ou tentativa de protagonismo, funcionando mais como um elemento de apoio dentro da estrutura da música. Sua interpretação acompanha a proposta energética do mega funk, encaixando-se na batida sem desviar o foco do que, de fato, conduz a faixa: a construção rítmica.


A estética de “Mega Anos 80” segue uma linha que remete ao passado, mas sem compromisso com uma recriação fiel. A faixa utiliza referências sonoras associadas aos anos 80 — principalmente em timbres e linhas melódicas — e as insere dentro de uma estrutura atual, marcada pela velocidade e intensidade do mega funk. Esse contraste cria uma identidade que funciona tanto na pista quanto no ambiente digital.


O lançamento acontece em um momento movimentado da carreira de Petroski, que segue com agenda cheia pelo Brasil e inicia seus primeiros passos em apresentações internacionais neste semestre. Esse contexto reforça a estratégia de expandir o alcance do mega funk, ao mesmo tempo em que o artista experimenta novas possibilidades dentro da música eletrônica.


Sem depender de um único elemento para se sustentar, “Mega Anos 80” se apoia justamente na soma de fatores: a proposta híbrida, a construção voltada para pista e a tentativa de dialogar com diferentes públicos. Mais do que buscar uma definição rígida, a faixa se posiciona como reflexo de um momento em que o mega funk passa por transformação, explorando novos caminhos sem abandonar sua essência.



 
 
 

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