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FRAUDE: Apple Music corta monetização de 2 bilhões de reproduções irregulares em 2025 e reforça combate na plataforma

  • Foto do escritor: Mega Funk News
    Mega Funk News
  • 18 de fev.
  • 2 min de leitura

Em entrevista ao The Hollywood Reporter, Oliver Schusser revelou que a plataforma vinha intensificando os esforços para penalizar pessoas flagradas “envolvidas em fraude de streaming”. Schusser é executivo da Apple e atual vice-presidente da Apple Music, sendo o responsável pelas estratégias globais do serviço, incluindo políticas de monetização, expansão internacional e iniciativas de integridade dentro da plataforma. Segundo ele, o combate à manipulação artificial de reproduções se tornou prioridade nos últimos anos.


De acordo com dados obtidos por meio de uma calculadora de royalties do escritório de advocacia Manatt Phelps & Phillips, os streams desmonetizados no ano passado representaram cerca de 17 milhões de dólares em royalties que poderiam ter sido destinados a artistas reais. O número ajuda a dimensionar o impacto financeiro da fraude dentro do ecossistema do streaming, especialmente em um modelo onde a divisão de receita é proporcional ao volume total de reproduções.


A Apple Music implementou penalidades contra fraudes em 2022. As punições passaram a incluir multas aplicadas aos responsáveis com base no valor que teria sido pago em royalties a artistas legítimos. Inicialmente, a taxa variava entre 5% e 25%. A partir do início deste mês, essas multas foram dobradas, estabelecendo um piso mínimo de 10% e um teto máximo de 50%. A medida reforça uma postura mais rígida da empresa diante de esquemas que inflacionam números artificialmente por meio de bots, fazendas de streaming ou práticas automatizadas.


“Este é um jogo de soma zero”, afirmou Schusser ao The Hollywood Reporter ao se referir à fraude em streaming. “Eu gostaria de viver em um mundo onde tivéssemos zero fraude na plataforma, e isso tem sido uma ferramenta muito eficaz. Aumentar as penalidades tira dinheiro de quem está trapaceando e o coloca de volta no sistema para aqueles que não estão.” A declaração resume a lógica do modelo: quando há manipulação, alguém deixa de receber o que seria devido de forma legítima.


No mercado atual, onde métricas digitais funcionam como termômetro de relevância, visibilidade e até poder de negociação, a fraude em streaming vai além da questão financeira. Ela também interfere em rankings, playlists e algoritmos de recomendação, criando distorções competitivas. Para artistas independentes e selos menores, que dependem de crescimento orgânico e distribuição justa de receitas, qualquer desvio impacta diretamente na sustentabilidade da carreira.


O endurecimento das regras indica que a Apple Music busca preservar a credibilidade do seu sistema de remuneração em um momento em que o debate sobre transparência e justiça no streaming ganha cada vez mais espaço na indústria. Ao aumentar as multas e desmonetizar bilhões de reproduções consideradas fraudulentas, a empresa sinaliza que pretende desestimular práticas artificiais e proteger o fluxo de receitas para quem atua dentro das regras.


Ainda que o combate à fraude não elimine completamente o problema, a elevação das penalidades mostra que as plataformas estão dispostas a tornar o custo da manipulação cada vez mais alto. Em um cenário onde cada play conta, a integridade dos números passa a ser tão importante quanto o volume deles.



 
 
 

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